Sabe, ultimamente ando me arrastando em sentimentos de dúvida.
Você vira e me pergunta: mas Joyce, dúvida de que?
Ora bolas, de tudo. Tudo.
Sabe o que é acordar todos os dias com o pensamento de "será que eu acordo amanhã?". Essa onda depressiva e de que eu estou perdida me sufoca cada vez mais. Eu não quero contar pra ninguém, eu não quero atrapalhar a vida de ninguém. É perda de tempo ficar desabafando sobre isso, sabe? Eu sei que pedem pra que eu diga, mas eu só não quero causar problemas ou estragar a conversa. Isso só enche o saco das pessoas, faz elas ficarem pensativas sobre o que eu disse, e até mesmo tristes pois não é algo simples de se lidar.
Eu engulo todos os pensamentos e me forço a ficar quieta. Imagine só, deixar soltar que depois de tal evento eu perderia a razão de viver? Imagine ter que ouvir de alguém que você ama que o suicídio é uma certeza que ela adia diariamente?
Até quando eu vou aguentar eu não sei, sinceramente. Eu tento levar, tento tento. Faltam 4 dias para que eu comece a realmente planejar algo.
Queria um abraço... só um último.
Eu nem sei se seria capaz de realmente enviar as cartas. Morrer em silêncio parece a melhor alternativa, às vezes.
Tô perdendo as forças pra escrever e ter criatividade. Tô cansada, não aguento mais ouvir minha cabeça dizer que eu sou fracassada, que nada eu consigo fazer, que nada vai dar certo e que eu tô perdida nesse mundo. Eu não consigo me mover, eu nunca nem vou conseguir fazer uma faculdade.
Pensar no fim é triste. Eu fico imaginando se eu faria falta, mas repenso. Queria fazer falta em vida...
Parece uma certeza... meu fim é triste. Não fui feita para viver.
Sabe, tão tantas pessoas, tantas alternativas diferentes de vidas, tantas pessoas muito melhores que eu em tudo...
Desculpa mãe, desculpa pai. Eu falhei como filha. Eu não sei se consigo continuar...
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